Arquivo para Julho, 2007
O não-porquê
Ontem, 25 do 7, foi o Dia do Escritor.
O Portal Literal perguntou pra vários (Ana Maria Machado, Andréa Del Fuego, Bruna Beber, Chacal, Ferreira Gullar, Ãndigo, Joca Reiners Terron, José Castello, Marcelino Freire, Moacyr Scliar, Omar Salomão, Paulo Henriques Britto, Paulo Lins, Raimundo Carrero, Ronaldo Bressane, Sérgio Sant´Anna, Silviano Santiago e Zuenir Ventura) por que começaram a escrever e por que seguem escrevendo.
“Não sei por que comecei a escrever, por que continuo nem o que me move a continuar escrevendo. Mas também não quero descobrir. Comecei a escrever logo que aprendi a ler. Manifestou-se em silêncio, foi tomando espaço, e não me preocupei em medir suas proporções. Não sei de onde vem, porque está, e qual é seu destino. Eu vejo a escrita como algo em eterno movimento. Acho que as coisas importantes são assim, não têm explicação. Apenas existem e ó, que alegria! E o doce se concentra em não conseguirmos defini-las, e logo, não conseguirmos aprisioná-las. É assim com escrever e é assim com o amor.”
O POPULAR
populares,
amanhã tem o primeiro O POPULAR em sp.
a partir das 20h no barco virgÃlio, rua virgÃlio,
em pinheiros.
eu, paulo scott, fernanda d’umbra, daniel galera,
cardoso, marcelo montenegro, xico sá, wander wildner,
marcelo amalfi, joca terron, mauro dahmer e ronaldo bressane.
leituras, showzinhos, improviso e proposta.
aprocheguem-se.
Na sala
Cansamos de ouvir do nosso pai que não se pode confiar no ser humano, que o amor não é eterno, que só podemos contar com nós mesmos, que é necessário ser forte e que a vida não é uma brincadeira. Se chegávamos exaustas do colégio, ele dizia que é bom castigar o corpo, andar na praia até não agüentar mais, tomar banho frio; ele me levava para o mar violento de Copacabana, eu ainda pequena, e me mergulhava na onda, para que eu aprendesse a não ter medo, e eu gritava, apavorada.
Meu pai não cansava de dizer também que mais importante do que os bons costumes e qualquer conveniência social é falar a verdade, sempre; que as glórias e honrarias deste mundo não têm nada a ver com a felicidade; que nada acontece sem esforço; que não adianta ensinar, só se aprende com a vida – e apanhando. E mais: que as palavras foram feitas para esconder os pensamentos e que um mergulho no mar cura tudo, das doenças à s maiores aflições. Ele estava certo em muitas coisas, mas não em todas.
danuza leão, quase tudo [2005]
xhalalá uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
de amigo em amigo em amigo vão chegando os melhores vÃdeos.
Moozo
Migna Terra
Migna terra tê parmeras,
Che ganta inzima o sabiá,
As aves che stó aqui,
Tambê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Chi tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Chi non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rio di tuttas naçó;
I os matto si perdi di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras,
Dove ganta a galligna dangolla;
Na migna terra tê o Vapr’elli,
Chi só anda di gartolla.
Juó Bananére – La divina encrenca – 1924
“só a paixão dá o fôlego dum rumo”
Matamoros (da fantasia), de Hilda Hilst
de 5 de junho a 5 de agosto de 2007 no CCBB – SP
Fomos e saÃmos desmaiados, tamanho o impacto e a emossão.
(Não consigo mais escrever emossão com ç pras coisas que despertam muita emossão. Acho que o ç carrega pouca emossão, além de ser uma letra feia. Essa cobrinha sempre me incomodou, boicoto mermo.)
Vão ver também, vocês vão assinar embaixo da nossa emossão.

