Arquivo para Abril, 2007

RISOS

programa Recorte Cultural com Michel Melamed
convidados: Bruna Beber e Marilia Gabriela
mais infos: http://michelmelamed.uol.com.br/br/tv/

Apresentação e Direção Artística – Michel Melamed
Direção – Denise Moraes
Produção executiva – Marinete D’angelo
Coordenadora de produção – Ana Paula Loureiro
Assistentes de produção – Eduardo Reginato, Fabio Jardim e Renata Leão
Estagiárias – Larissa Karl e Luana Daiha
Reportagem – Fernanda Dedavid
Edição – Airton Duarte, Fábio Mello, Francisco Policarpo, Sara Vinhal e Simone Cupello
Edição final – Luana Lemgruber

one more cup of coffee for the road,
one more cup of coffee ‘fore I go
to the valley below.

Aos ossos que tanto doem no inverno

Amanhã, segunda dia de são jorge (23), vai rolar a primeira leitura do primeiro texto teatral do meu amigo Sergio Mello: aos ossos que tanto doem no inverno.

Projeto Letras em Cena, no MASP, às 19h30, digrassa.

No elenco o Marião Bortolotto e o Nelson Peres. Direção da Soledad Yunge.

Fiquei sabendo que 100 lugares já foram reservados.

Corre.

BAIXO CALÃO

Recomendo, tardiamente, a visita ao Baixo Calão.

O BC é uma galeria virtual que agrupa artistas de todo canto, organizada pelo Caco e pelo Careau.

Essa tela de canetinha e nanquim aí é dum moleque de Maceió chamado Herberto Loureiro. Curti as coisas do Herbie.

Curto também o Paulo Ps e o Pierro. Mas já são 13 pessoas por lá, e muita coisa boa.

Os artistas interessados em divulgar e vender suas telas procurem os garotos no contato@baixocalao.com

ludíbrio

vou
enterrar
cada
parte
junto
ao
rasto
impreciso
dos
minímos
sinais
e
sobre
cada
indício
construir
um
cemitério
de
notícias
qualquer
dia
apareça
de
surpresa
como
um
soluço.

::

outras diagramações no cute.

nasci de frente pro cais, nunca parti*

Chorei golfos vendo Morro da Conceição, da Cristiana Grumbach.

Estive lá pela primeira vez no ano passado, quando fui conhecer o ateliê/casa do Gustavo, na Ladeira do João Homem. E gostei tanto que sempre que passo por ali tenho vontade de subir.

Aliás, só tem nome foda ali em cima: “Ladeira do João Homem”, “Rua do Jogo da Bola”, “Praça Major Valô” etc. Páreo duro com “Rua da Relação”, na Lapa.

Tenho carinho pela história do centro do Rio Antigo. Principalmente a Praça Mauá, o Cais e aquele cantinho da Gamboa, que foram áreas que eu conheci sozinha, de fofoqueira, nas minhas passagens diárias.

Antes só tinha ouvido falar do Morro da Conceição das histórias do meu avô, que morou na Praça Mauá quando veio pro Rio. E do documentário nem isso. Só fui saber dele agora (relapsideza com o audiovisual) porque ganhei de presente do Nuno Virgílio, meu guri espirictual.

O docu é tão delicado, vou ver mais algumas vezes. Expressões e palavras antigas para reincorporar. Por exemplo “Não tá no gibi”. E até um ponto de macumba cantado por uma das personagens “não sei o que lá de oxalá…a volta do mundo é grande”. A volta do mundo é grande!

A minha assistente social baixou, me deu vontade de conhecer todas aquelas pessoas. Ah, não resisto a uma Velha Guarda…

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* mais uma da coleção de pérolas do Gustavão

on and on and on

já to há algumas semanas ouvindo o último disco do wilco, “sky blue sky”. é phoda e cada vez fica melhor.

mas só hoje vi a capa (agruras de quem baixa música de qualquer jeito).

não consegui saber de quem é a ilustra, mas caralho!

Ritchie Parade

Tinha um tempão que eu não ouvia “It’s too late”, da Carole King.

Hoje tocou no metrô. Emossão. É do “Tapestry”, que está na família há anos.

Odeio metrô, mas dessa música eu gosto. Lembro de ouvi-la nas rádios de Flashback quando era criança. E ela toca até hoje nas rádios de Flashback.

Sempre confundi a Carly Simon com a Carole King porque “You’re so vain”, apesar de mais batida, é muito parecida. E é do ano seguinte. Ousseje: nada não, né?

And it’s too late, baby, now it’s too late
Though we really did try to make it
Something insiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiide has diiiiiiiied and I can’t hide
And I just can’t fake it nooooooooooooooooo-u-nooooo

Passagem

O beijo que espero virá do choque dos trens intermunicipais. Do barulho e
do desastre que só consegueria causar, um dia, a colisão de duas linhas
paralelas.

Eu vou ouvir sobre o acidente no rádio antes de sair de casa pro trabalho.
E sabendo do transtorno nas estações, pego um ônibus. Ele se desfaz das
ferragens, toma um táxi.

Mesmo caminho e mesmo destino. Ele dentro do táxi, atrás do ônibus,
sem saber quem sou eu. Eu engarrafada olhando pros fundos do ônibus sem
saber que no táxi de trás, e eram tantos e amarelos, estaria ele. Meu beijo.

Passo o dia trabalhando, nenhuma novidade. E a semana inteira poderia se
resumir a esta frase, em loop, Passo o dia trabalhando, nenhuma novidade.
Passo o dia trabalhando, nenhuma novidade.

Volto pra casa, e o caminho que percorro não é interessante. Já é tarde,
e é sexta-feira. Penso em sair, mas penso nos deslizes e delírios, e me
desfaço de toda idéia de sair até que a próxima, e irresístivel, me aborde.

A caminho da festa, noite chuvosa, banho de lama na minha melhor roupa.
Volto pra casa, e escapo de um assalto. O beijo passa de raspão como um tiro
em que estava do lado, no ponto de ônibus, voltando da aula do Supletivo.

O beijo que espero virá do sopro abafado da abertura de uma antiga caixa
de guardados. E é bem capaz que fique pouco, mas volte nos outros dias,
sobre rodas gastas.

E me virá à boca, mas não digo nada. Se eu soprar vira bola de sabão,
se eu fechar a boca viro cão raivoso. Engulo ou cuspo, engulo ou cuspo?
Com o tempo tornam-se repulsivas as engenharias da memória.

Pitanga

Quem estiver em Lisboa, passa lá no Páteo Bagatella. Tem um micro-conto meu exposto na loja Pitanga.

É uma loja de decoração e produtos femininos, e eles têm um espaço-vitrine reservado pra literatura.

Muda quinzenalmente, e estão lá expostos Andréa Del Fuego, Fabrício Carpinejar, Ivana Arruda Leite, Nelson de Oliveira e outros.

Pros outros lugares, é possível conferir pelo site, na seção LITERATURA.

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