Arquivo para Fevereiro, 2007

Um dengo

giuseppe dice:
domingo passado lembrei de vc
xhuxhu coragem dice:
de q
giuseppe dice:
estava chegando no arpoador
giuseppe dice:
daí tinha uma menina devia ter uns 14 anos
giuseppe dice:
indo pra praia
giuseppe dice:
acho q devia ser ali do cantagalo
xhuxhu coragem dice:
ahn
xhuxhu coragem dice:
aí vc lembrou de mim
xhuxhu coragem dice:
pq eu sou neguinha e moro no cantagalo
giuseppe dice:
daí tinha uma tatuagem dessas trash q fazem sei lá como, parece desenhada com caneta
giuseppe dice:
letrinha torta
giuseppe dice:
mas era uma criança ainda sabe
xhuxhu coragem dice:
sei hahahhahhahahah
giuseppe dice:
nas costas, assim
xhuxhu coragem dice:
o q tava escrito?
giuseppe dice:
“BrunÃO” rs

hi-a-lie-sa-vant

Tava fuçando aqui pra ver se o disco que a Scarlett Johansson gravou/vai gravar com músicas do Tom Waits já estava na praça, e acabei achando uma música chamada Scarlett Johansson Why don’t you love me, de um tal de The Jai-Alai Savant.

Aí fui procurar mais e descobri que são um trio de Chicago, na estrada desde 2002. No site deles tá escrito que as músicas (mais recentes da banda) são algo como reggae-slanted post-punk roots.

Ou seja, lavagem. Há quem goste.

A música é ruim, mas engraçadinha. Dá pra ouvir no Myspace dos caras.

Achei também Scarlett Johansson, de uma banda chamada The Bad-Amps. Não sei nada sobre eles, nem quis procurar. A música é chata e o refrão é a repetição de “Cause she’s ma Scarlett Johansson”.

De qualquer forma, o elogio é interessante.

Nos da igual
estar colgados de la luna
o enamorándonos de alguna
mademoiselle, excuse moi.

Seu Pinto

No quadro Debatedeira, Melamed bate um papo inusitado na segunda, 26, e terça, 27, com o cineasta Flávio Tambelini. Na quarta, 28, e quinta, 1º de março, com a escritora e crítica literária Beatriz Rezende e na sexta, 2, com o poeta Bruno Beber.

COM O POETA BRUNO BEBER?

Confirmações aqui

Eu não queria falar sobre isso agora, mas acho que chegou a hora. Aproveitando a fortuna que eu ganhei com a publicação do livro, resolvi fazer uma cirurgia pra mudar de sexo.

as aftas ardem doem

O poeta Timo Berger traduziu um poema meu, o “A nova onda”, que está no livro.

Ele é a edição 62 do Latin.Log, um semanário alemão de poesia predominantemente latina.

A tradução teve participação da poeta Angélica Freitas.

Alegrias, é o primeiro poema meu traduzido proutra língua.

Faz um 21

Fui entrevistada pelo portal do Click21. Eles têm uma coluna/blog chamada Click(in)versos, assinada pelo Ramon Mello, só sobre novos escritores.

Como a entrevista foi perto do Carnaval, eu fui vestida de Backstreet Boys.

Ieieiê com pão de queijo

De todas as bandas de rock brasileiras dos anos 90, eu deixo para o Skank um futton macio no meu coração.

Quando eles começaram, eu tinha 9 anos. Lembro claramente do estouro de “Indignação”. Mas a minha preferida do disco sempre foi “Tanto”, uma versão do Chico Amaral pra “I want you”, do Bob Dylan. Um acontecimento na minha infância, até porque demorei um tempo pra decorar e entender a letra:

Coveiros gemem tristes ais
E realejos ancestrais juram que
Eu não devia mais querer você
Os sinos e os clarins rachados
Zombando tão desafinados
Querem, eu sei, mas é pecado
Eu te perder

No ano seguinte, veio o Calango, disco que embalou umas férias inesquecíveis que eu passei em Minas Gerais. Destaque para “Te ver”:

hahaum iê
Tivê e não tiquerê
É improváviéimpossívéu

Em seguida o Samba Poconé, que não era tão legal assim, e tinha a fatídica música da partida de futebol que tocava toda hora no Globo Esporte. Eu que estudava à tarde e almoçava vendo televisão sofria.

Acho que até hoje quando tem Copa do Mundo alguém dá um jeito de encaixá-la. Eu gostava mesmo de “Zé Trindade”, que me fez conhecer quem tinha sido o Zé Trindade, mas não tanto quanto gostava de “Tão seu”:

Sinto a sua falta
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre
Não diga que não vem me ver
De noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à toa no Pathé

Na época, minha tia explicou que “Pathé” era um antigo cinema da Cinelândia, naquele ano já semi-vendido para algum capitalista da Igreja Universal.

Depois daí, 96, parei de acompanhar. Fiquei bestinha e só queria ouvir coisas com outro rótulo: “cabeça”. Siderado, Maquinarama e Mtv ao vivo passaram batido. Só fui voltar a ouvir no Cosmotron. Destaque para o disco todo.

Ano passado eu soube que eles lançaram mais um, o Radiola, que eu também desconheço por completo.

Mas hoje eu tava dando uma zapeada no disco novo, Carrossel, e fiquei feliz em saber que o Skank ainda consegue fazer um hit amorzinho por disco. E dessa vez ficamos com “Mil acasos”:

Mil Acasos
Samuel Rosa – Chico Amaral

Mil acasos me levam a você
O sábado, o signo, o carnaval
Mil acasos me tomam pela mão
A feira, o feriado nacional
Mil acasos me levam a perder
O senso, o ritmo habitual
Mil acasos me levam a você
No início, no meio ou no final
Me levam a você
De um jeito desigual
Mil acasos apontam a direção
Desvio de rota é tão normal
Mil acasos me levam a você
No mundo concreto ou virtual
Me levam a você
De um jeito desigual
Mil acasos me levam por aí
Na espuma do tempo, no temporal
Mil acasos me dizem o que sou
Ateu praticante, ocidental
Me levam a você
De um jeito desigual
Quem sabe, então, por um acaso
Perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus
Seus braços queiram se juntar aos meus.

Essa vida de poeta só me fode pt.1

Eu sei que romantismo não se cura com cosméticos.

Portanto, peço a moda que o incorpore como um dia incorporou para sempre a calça jeans.

Are you ready boots? Start walkin’!

Fênics

Depois de uma semana agonizando, o Badtrip volta a viver. Todos os blogs e podcasts respirando normalmente.

De novidade apenas duas:

1. A Revista Bala está falecida;

2. O debate de segunda-feira passada na Livraria da Travessa do Lebronx repercutiu no Portal Literal e n’O Globo;

O resto é Carnaval.

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