Arquivo para Janeiro, 2007
Cangote Cultural
Esqueci de contar que fui lá no programa do Seu Michéu Mohammed Laden, o Re[corte] Cultural, falar sobre o livro.
Gravei faz tempo já, e ainda nem sei quando vai ao ar. Mas primeiro eu vou ver como ficou, e se gostar, aviso na reprise.
Tudo depende se pareci pouco, muito ou super Didi Mocó na entrevista. E confesso que fui super Didi Mocó na entrevista. Depende também de como eles vão editar. O pessoal de lá tem mão de tesoura.
Até fui com a minha camisa que tem escrito RISOS pra ver se ganhava a platéia. Mas como não tinha platéia, botei a jaqueta. Acho que meus RISOS nem aparecem, pipipipipipipipipipipi…
Tenho medo de televisão, essa coisa onipresente do canhoto.
Super Annie
O melhor disco de 2007 pra mim até agora é um de 2006: “Songs From The Coal Mine Canaryâ€, da Little Annie. Não a do quadrinho, aquela outra, do antigo Annie and the Asexuals.
Não consigo parar de ouvir. É foda. Tem um “cheiro” do que eu mais gosto no Tom Waits, por exemplo. Mas vai mais além, é novo.
Foi produzido e carinhado pelo Antony (do Antony and the Johnsons), que divide a autoria de quase todas as músicas com ela, e pelo Joseph Budenholzer.
Gosto do disco inteiro, e colo uma provinha de um dos poemas que ela chamou de música. Se bem que pode dar tudo no mesmo.
Strange Love
Antony/Annie Bandez
Once I had a strange love, a mad sort of insane love, a love so fast and fierce I thought i’d die,
yes once I had a strange love, a pure but very pained love, a love that burned like fire through a field
Oh once I had a strange love, a childlike but derranged love, a love that if were bottled it would kill.
See once I had a strange love, a secret and untamed love, a love that took no prisoners at all
And once I had a strange love a psychic unexplained love, a love that challenged scientific facts
And then there was that strange love, that very badly trained love, a love that needed discipline and facts
Once I had a strange love a public acclaimed love, the kind of love that’s seen in magazines.
And once I had a strange love, a beautiful but vained love, a love I think it’s better left in dreams
And once I had a strange love, a morally inflamed love, we’d go on holy battles in the nights
And then there was that strange love that vulgar and profane love, the kind of love that we don’t talk about
Yes, once I had a strange love, a lying infidel love, who wove in stories like Sherazade
And once I had a strange love, a flaky white kinky love, we ran so fast we almost spilled our guts..
You see i’ve had some strange love, some good, some bad, some plain love, some so-so love, and c’est la vie…
but just let me proclaim that, out of all the strange love you’re the strangest love I’ve ever known….
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Ainda não existem as letras da Annie na Interneth, só achei uma transcrição no Automedusa Maravilla.
devoção
Vai ter inÃcio o show de estrelas mortas no céu da boca. A carruagem de pingentes segue paralela à grama do parque dos ossos. E à sombra do sol gaviões negros e corujas também seguem rumo ao parque dos ossos. Um rapaz solitário, e compenetrado em sua solidão, segue paralelo à grama do parque dos ossos. Ele afasta o chão com a testa e equilibra o céu em sua nuca rumo ao parque dos ossos. Na boca o megafone, pouca voz, convida os mortos a falarem dos vivos.
MaTaMoRrO
Já está no Utube o vÃdeo que o Alexandre Aranha e o Pablo Ribeiro, do Coletivo Moleculagem, fizeram baseado no poema “Rio de Janeiro: relevo e violência”, que já virou “Matamorro”.
Esse trabalho ficou exposto no Festival do Contemporâneo, mas eu só consegui ver uma vez. Agora taà pro baile todo.
please don’t let me be misunderstood
Saiu hoje uma reportagem no Caderno Idéias, do Jornal do Brasil, sobre o livro. Com algumas erratas.
O poema “vô” (será que eu sou/ tão feio assim/ ou tão velho/ ou é só minha barriga/ roçando no shortão de banho/ debaixo da camiseta/ da Bardhal de 87/ de usar domingo/ na hora do futebol/ na tevê) foi citado a partir do “roçando no shortão de banho” até “da Bardhal de 87″, o que prejudica o entendimento do poema. E ainda aparece como “DE Bardhal de 87″.
Lá dizem que eu tenho 23 anos, embora eu tenha respondido duas vezes que tinha 22. E também que a pichação do tÃtulo do livro é no Viaduto do Caju, como está escrito em um dos poemas, embora eu já tivesse mencionado que foi um erro de “entendimento geográfico” e que o Viaduto é o da Perimetral.
Para ler na Ãntegra, aqui
Inha-inha-ô
Subi um poema do livro no Paralelos Blog, minha participação da semana com alguns dias de atraso.
O Rio de Janeth.
Nele chove, tem o Tonja, que fez aniversário de morte ontem, tem o Druma, o Braguinha, o Poetinha, a Princesinha Copacawana, as putinhas, geral, num braço só.
Aqui, cabôco.
Guerrilha Poética
Era um cinzento dia de janeiro ontem, eu, Alice Sant’anna e Os Sete NOIVOS Domingos Guimaraes, Mariano Marovatto e Augusto Cavalcanti de Guimaraes, invadimos a casa do poeta Armando Freitas Filho. Assim, sem avisar, porque deu na telha irmos visitá-lo de surpresa, atrás do inesperado.
Só era preciso o endereço e esse já tÃnhamos conseguido. Nunca tÃnhamos nos visto pessoalmente, mas já vÃnhamos trocando correspondência por esses tempos, eu e ele. Alice já o conhecia, quando bateu lá tempos atrás pra falar de poesia, aos 15 anos. Hoje ela tem 18 e é uma das minhas poetas preferidas. E, bom, todos nós partÃlhávamos da mesma frase: o Armando é um puta poeta que a gente admira e quer conhecer.
Portanto, não faltava nada: fomos. A bordo do meu táxi do Gugu, conduzi a rapaziada até a Urca. Uma odisséia para achar o número 18. Fomos descobrir muito mais tarde e depois de bater de porta em porta e sermos destratados por um milico coincidentemente chamado Armando da Silva Filho (Que livro é esse? Hãn, poesia? Poesia não é aqui não!) que alguma coisa na baba do Sr. Cão Feroz estava errada.
Motivo do erro: o incompetente e preguiçoso para números, Mariano Marafo, começou a anotar, mas dormiu. 182 era o número certo! Ainda bem que a Matemática te perdeu, Thales!
Daà liga dali, liga de cá, vamos a um çaibercafezes tentar pegar o número com alguém no e-mail… e eureca! Pelo telefone alguém cantou a pedra certa para o Toc toc toc. Blim Blom: fomos muito recebidos pela poeta. Achei que ele ia nos mandar a putaquepariu, mas nos convidou pra entrar.
Foi um final de noite emocionante e memorável:
De camisa da Budweiser, o surrealista jogador de xadrez cientÃfico, Augusto; ao seu lado, de camisa canarinho, Domingos, nosso artista plástico com proposta; mais pro lado, eu, vestindo minha fantasia de pistache; embaixo do meu suvaco, o professor de literatura, vocalista do legião urbana e bebedor de marafo, Mariano Marovatto; do lado dele, sua dignÃssima esposa, amante e namorada, Hélice; e do lado dela o cara
Armando, não se preocupe, nós vamos voltar!
Gymnopédies
Que emoção ouvir Satie nessa minissérie nova da Globo, a AMAZÔNIA.
Até lagriminhamei-me.
nona depê
yeah I got busted
so I used my one phone call to dedicate
a song to you on the radio
Discotecas Help
Paralelos Blog atualizado.
Com ilustra da Aline Jobim, minha brima guerida.

