Arquivo para Agosto, 2006

AÍ, MOÇADA,

a fila tá andando.

O livro tá QUASE pronto.

Em breve A fila sem dos demônios descontentes vai estar nas melhores casas do ramo.

Falta pouquíssimo. Tamos naquela fase final e preciosa, quero cuidar do garoto direito.

Semana que vem já é gráfica, e depois, risos.

RISOS

A capa tá pronta e tem assintura do Magalha. Ficou linda. Não mostro porque é surpresa.

E as apresentações ficaram por conta do Sergio Mello (prefácio) e do Paulo Scott (orelha).

Vou morrer de honra. Quinem herói.

Lili Carabina vive

Ou eu to maluca, ou são os policiais que eu já li, ou eu tava num filme e não percebi: andei de ônibus hoje com um casal de ladras. Que tamanha emoção.

Horário comercial de almoço, no 110 via Lebronx, altura do Rio Comprido. Tou eu sentada olhando a chuva e isolando o guarda-chuva prele não molhar mais minha calça, entra um casal suspeito e aflito. A Gorda 1 era o marido, percebi pela iniciativa de dar a vez pra Gorda 2, de pagar a passagem e de MANDAR a outra sentar: – Sentalá, Suzete! Só faltou o “porra” no final da ordem.

Estavam escalafobeticamente vestidas, tinham muitas bolsas, e pareciam se esconder de alguém. De mim que não era. Então continuei olhando pra ver o desenrolar daquelas aparições. A G2, esposa, já estava sentada, mas a camada de banha que ela tinha nas costas não me permitiu ver o que ela tinha nas mãos. Muito menos nas bolsas.

Enquanto isso, da roleta vem desfilando seu coturno, sua pochete, seu boné e seu jeito delicado de moça a G1. Puxa o freio da Scania e senta: – Chega pra lá, Suzete! Porra. As duas se acomodam, uma na banha da outra, e sem se preocuparem com quem estava atrás, só olhavam para os lados, começam a tirar coisas de dentro de uma das bolsas. Bolsa brilhosa que provavelmente não era delas.

Coisas: um anelzinho solitário, duas pulserinhas de cristal, um par de brincos, um relógio. A G1, o maridão, começou a se adornar ali no meio do ônibus. Nesse momento eu pensei: – Vaidosa, hein. Nunca diria. E o pensamento seguinte foi: – Ah, sim, ela é aquele tipo de sujeito cauteloso que sai de casa sem nada de valor pra não chamar atenção e ser assaltado. Ainda mais naquela área do Rebouças, acontece muito.

Mas logo em seguida ela começou a remexer a bolsa, e de lá saíam canetas, cadernos, um jaleco, um estojo de óculos. E dava pra perceber a surpresa dela e da G2, a cúmplice, em esbarrar com cada uma daquelas coisas. Não lhes pertencia, facto. Pensei: – Caralho, acabaram de assaltar uma estudante! De Enfermagem ou Fisioterapia! Da Estácio. Ou será que acharam essa bolsa em algum lugar?

Não sei. Mas prefiro achar que tinha sido assalto. Muito mais emocionante. Me caguei de medo, claro, mas fui observando e viajando nessa história até Lagoa quando elas fizeram sinal e – Paraí, motorista, póerra, quérélio! E desceram. Ufa na adrenalina e blé porque acabou e recomeçou a vida real. E eu só sei que a G1 não deu nem um brinquinho pra G2, deixou chupando dedo que eu vi! Não se faz mais gentleman como antigamente.

Gal

Esses dizepoucos graus (16) de hoje na Goanabara tão pedindo um mingau. Fui catar uma receita diferente e descobri uma que parece ser delícia.

Mingau de Aveia com Maça e Mel

2 colheres (sopa) de aveia em flocos
meia xícara (chá) de água quente
1 maçã ralada em ralo grosso
1 colher (sopa) de mel
1 pitadinha de canela em pó (opcional)

Modo de fazer: colocar a água quente sobre a aveia, mexer e reservar por dez minutos. Adicionar a maçã, o mel e mexer novamente. Servir imediatamente.

Imediatamente. Já volto.

Mudanças Gato Preto

Ontem, 2 da tarde, já tava puta porque era segunda-feira. Mais puta ainda porque tava um frio do cão e dilúvio. E mais puta ainda porque não tinha dormido direito, acordei tarde, assustada, não almocei e saí atrasada de casa pro meu novo horário (ingrato) no trabalho.

Voei ao supermercado pra comprar um suco e um chocolate pra ver se tapeava o estômago até conseguir tempo pra almoçar. E ainda bundeei pelos corredores atrás dum Palmiere, mas tava velho e caro. Daí resolvi pagar, porque já tava na hora, e a caixa me recebe com a seguinte frase:

- Boa noite, senhora!

Como assim, bicho? 2 da tarde. To com cara de sono, de fome, feia, amarrotada, desprezível? Claro que eu tava. Eu, no lugar dela, também me daria boa noite. E se foi uma ironia, mais ponto pra ela.

Respondi “Boa noite!”, claro. Ia falar o quê?, eu tava toda errada.

such great heights

UM UNIVERSO DE VANTAGENS

O Mike agora tem um colunista: Leandro de Paula Santos Drummond de Andrade, mulato japonês de fino trato. De ontem pra hoje, ele já assina dois episódios. E estréia em grande estilo com coluna dupla.

Ele sofre duma doença chamada EXCESSO DE PROPOSTA e nós temos que compreender. Todo grande artista é o caralho é assim. O mancebo também faz toda a produção e edição do material em seu renomado estúdio em Ipanema, o Partiu Barão. Partcipa modestamente Mami Rrrrrings, uma poeta urbana cheiradora de cola, na escolha do repertório que vai de Paris Hilton a Caetano Veloso.

Imperdível, diria Pedro Bial.

Rapidinha) Leandro de Paula Santos Drummond de Andrade X Leandro de Paula Santos Drummond de Andrade:

- Um garoto ma-ra-vi-lho-so, sofisticado. Não sou um homem, sou um universo de vantagens.

Vai perder essa?

TINFA 2006

O jornalista olho-vivo, Eduardo Viveiros, me mandou a escalação oficial do Tim Festival 2006 hoje mais cedo.

Ele fica sabendo antes de tudo que eu divulgo com atraso mas não com menos carinho. Vão ver lá no Quarto Piso dele o time que nos aguarda.

Confesso que fiquei desapontada. Íssima. Achei que se não descolasse uma credença pela Bala, gastaria todos meus níqueis nesse outubro que se aproxima.

Mas não, vou pagar pra ver o Herbie Hancock, Patti Smith, Devendra Banhart, Daft Punk, Beastie Boys e o Instituto.

A Maria Schneider eu quero conhecer. Se pá, to lá também.

Quinta

Pra agüentar esses dias chatos da cor do meu casaco cinza de dormir que eu uso pra trabalhar, e ninguém precisa saber, finjo que no meu caminho matinal rotineiro tem um domingo. Daqueles que amanhecem cedo com friozinho e sol dando uma leve esquentada na cabeça quando eu vou prender o cachorro e comprar pão.

Um domingo de criança, filho único, parque de diversões, terra da magia. De verão mais alegre do aquele lindo domingo triste calmaria do disco do Caetano e da Gal que eu furei de ouvir há uns anos mas não ouço mais seilá o porquê. Agora quando pinta esse desejo eu boto o “Summerland”, da Nedelle And Thom.

É infalível, pop na língua gringa deixa as dores mais xalalá. Mesmo que a temática seja flores, puddles, sol, mulherzinha ignorada, ex e atual se vendo pela primeira vez num show de rock, dançar olhando pro chão e uma lista de coisas que pode começar a te desencorajar de ouvir o disco. Faz isso não, é lindo. E a Nedelle tem uma vozinha que eu vou te dizer: CARAMELADA.

Grocerie

To numas de chocolate. Branco. Com café ou coca-cola.

Com café de manhã e de tarde e com coca-cola antes de dormir.

Hoje eu comprei pra experimentar o Baton Tablete Branco com Cookie.

Edição Limitada, dizia a embalagem. É bom, fosse tu estocava.

elizabeth bishota

Somewhere in her smile she knows
That I don’t need no other lover
Something in her style that shows me
I don’t want to leave her now
You know I believe and how

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