Arquivo para Julho, 2006

Invernal

Finalmente o frio na cidade. E a chuvinha.

É preciso trabalhar, mas que trabalhar, que nada!, quero mais é me arranjar com os cobertores.

A preguiça é insistente e irresistível.

EL Q

Na coletiva de imprensa organizada em São Paulo para divulgar o filme “Zuzu Angel”, Elke foi a única entre todos os artistas a agradecer a massa de fotógrafos que os clicavam. Minutos depois, na mesa de entrevistas, lá estava ela elogiando o diretor do filme nos seguintes termos: “Você enfiou até o talo, Sérgio”. Seja num protesto contra a ditadura ou em declarações para jornalistas, Elke Maravilha não gosta de medir palavras nem conseqüências. “Foda-se. Não quero saber da ressaca. Quero saber do porre”, resume.

Elke Maravilha pra Folha de hoje.

Você não quer resposta pra tudo?

ALÔ, DOÇURA

Se você passar no jornaleiro hoje, procure a Revista Entrelivros de agosto (no. 16) que tem Jorge Amado da Purificação na capa.

Faça o favor de cumprimentar o Jorge e depois passe na seção TINTA FRESCA – Primeiras letras de um escritor pra me dar um beijinho.

Aproveita pra ler os nove poemas que estão lá pendurados junto com um texto de apresentação sobre mim e sobre as minhas crianças.

PORÉM, ahhhh, porém, há DUAS ERRATAS:

1. Meu livro não vai mais sair pela Ameop, vai sair pela 7Letras. Até fim de setembro.

2. O livro não vai se chamar A fila sem fim dos demônios descontentes no amor, vai se chamar A fila sem fim dos demônios descontentes.

Vou convidar geral num braço só.

Call bee

Eu gosto tanto do Cauby Peixoto e cresci ouvindo tanto, que encarei fila de uma hora no Sesc-Ginástico pra comprar ingresso pro Cauby! Cauby!.

Só ficaria melhor se fosse interpretado por ele mesmo. Mas sobre a performance do DV eu falo mais tarde.

Não é todo mundo que chega aos noventa anos (noventa, né?) com carisma e moral. E sobe no palco pra cantar pra caralho. E ainda por cima de peruca, sete mil plásticas, maquiagem, sapato alto, figurino inconfnudível, jóias, perfumes e uma caralhada de fãs apaixonadíssimas.

Só Cauby, minha gente. É um divo. Inspirou Clóvis Bornay e Walter Mercado, que eu sei. E me inspira também. Inspiraria AQUELE Carnaval de Veneza se tivesse nascido antes.

PUCA

Acabo de achar uma foto no meu computador de uma revista que eu fazia com o meu dupla quando a gente tinha 16 anos. Fazíamos segundo grau técnico em publicidade e éramos estagiários do colégio. Que ralação, um caralhão de tarefas, e a mais legal e mais punk era escrever o jornal interno do colégio. SOZINHOS.

Ele ilustrava e eu fazia a maior parte dos textos. E juntos a gente fazia TODAS AS ENTREVISTAS TIRAVA TODAS AS FOTOS ENTREVISTAVA TODAS AS PESSOAS. Tinha que arrancar assunto do além, mas tinha. E era um lance profissa. Não era zine bunda suja preto e branco de grêmio não. Era impresso em papel de revista, coisa fina.

E aí, nas horas vagas, quer dizer, entre uma matéria e outra, a gente ficava criando revistas que a gente gostaria de ler. E o pior, executava.

A PUCA, foto de capa aqui, era uma delas. Mas tinha mais duas, das quais não tenho foto. E fiquei pensando em como eu era bizarra, e de onde eu era tão hippie e de que coca-cola eu tirava essas idéias:

Você já ouviu falar de alguma LOLITA DO AGRESTE ZUMBIZADA? E a história do PINTO PINTADO? Também temos detalhes sobre uma BUTINA DE TACTEL, tendência em Paris no ano de 99. Entrevista com a BRUACA VIP e com uma CABRITA MENSTRUADA. Saiba também como curtir uma night na MOITINHA BOA.

Depois de uma pauta dessas, me diz se eu não fui gonzo na adolescência?

E nem sabia…

Os Subterrâneos

27/07 (quinta) Os Subterrâneos + Brisa + Tapete Red
No Audio Rebel – 18h30
Visconde Silva 55 – Botafogo
R$ 7,00 R$ 5,00 c/ filipeta

Ike saudade

Mike novo no ar.

Mas para ouvi-lo você vai ter que ler o post de ontem do Metroblogging Rio, que já havia sido publicado aqui no Bife ano passado e que acabou virando um trabalho meu de Semiótica pra faculdade.

No time, só pouca merda: Gal Costa, Caetano Veloso, João Gilberto, Tom Jobim, Nara Leão, Tom Zé, Edu Lobo e eu desafinando um poema da Ledusha.

A gente começa fabercastellizando puemas e termina podcasterlizando posts-proposta. Quero ver com o que a próxima falta-do-que-fazer vai me presentear.

E se me perguntarem a profissão eu digo: DO CIRCO.

ONRRA

Olha lá o Coletivo Badtrip, o Bife Sujo que vos fala, o Tamarindo e a Cutelaria & Chapelaria indicados na listinha de blogs do Portal Literal.

Isso se deve ao fato de que aqui tudo é feito com AMOR & CARINHO, como o seu pãozinho matinal.

Copyrights para um japa que ninguém mais sabe o nome.

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