Arquivo para Maio, 2006

Mistura Fina

Herbie Hancock, Ron Carter e Billy Cobham na sala aqui de casa.

NINÃO

jogando feitiço em vocês.

I put a spell on you
cause youre mine
You better stop the things you do
I aint lyin
No I aint lyin

Harpeira

“Sprout and the Bean”, por Joanna pé de feijão.

Narinha

cantando “Soneto”, do Chico.

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo

E ainda tem palhinha de “Minha embaixada chegrou”, do Assis valente, e de “Cantores do Rádio”, do Lamartine, Alberto Ribeiro e João de Barro. Ambas do Quando o Carnaval chegar.

Sibila, guermândia

Sibylle Baier e seu único disco, Colour Green, gravado nos anos 70 e relançado esse ano, são minha nova aquisição.

Mais uma fêmea pra interminável lista indie das sofridas com violão que eu cultivo e reparto com vocês aqui nesse blog abandonado.

Quem curtiu a Vashti Bunyan, vai curtir a Sibylle. Mas é menos hippie. E tem a tensão Leonard Cohen misturada com a tristezinha green grass Nick Drake que a garotada curte pra ouvir do alto de uma árvore.

Tocar-la-ei no próximo Batata Rostie se não entristecer o Chef Le Aux.

E por falar em árvore, fêmea com violão, cabras, Serguei e ranchismo, li na Folha essa semana que a Joan Baez estava morando numa árvore por protesto. Mais um.

Já se mudou, alguém sabe?

COMPAREÇA

Terça-feira, 30 de maio, 20h
Travecona de Ipanema, Visconde de Pirajá, 572

Rosa Púrpura de Cubatão

Ó, minha amargura, minha lágrima futura
Vai morrer a criatura que lhe amar
Dona do universo, pobre rima do meu verso
Tudo que eu quiser lhe peço sem ganhar
Minha noite escura, meu barulho de fritura
Minha Rosa Púrpura de Cubatão
Ó, primeira dama, o retrato de quem ama
É a cama, o lençol e o cobertor
Musa em que me inspiro e por isso mesmo viro
Alvo fácil pro seu tiro, charlatã
Chama em que me queimo
Confissão de amor que teimo em evitar… qual maçã
Conto-do-vigário, ilusão de operário
Hora extra de trabalho em construção civil
Ligação direta pra roubar minha bicicleta
A completa dedo-duro do patrão mais vil
Santa mentirosa, a mentira mais gostosa
Eu caí em sua prosa sem sentir
Mas se Deus é justo, você vai levar um susto
Quando for saber o custo de mentir
Fruta no caroço, overdose no pescoço
Acidente nuclear de Chernobyl
Grampo de escuta, dose dupla de cicuta
Você quer de mim somente amor servil
Tão bela menina que não passa da mais fina
E nebulosa filha desse miserê
Eu, de minha parte, já peguei meu estandarte
E vou sambar sem você.

(Sérgio Sampaio)

Dani Elba, tua sina!

Maiúsculo

Tá longe, demora pra caralho, e driving sideways, e viro pra direita e depois devolvo para a esquerda o meu rosto numa braçada de crawl.

Panorama de piscina gelada com onda, você está pelado nadando na porra dessa piscina gelada com onda, e ainda tenta dar uma bonita braçada de crawl.

Tudo pela vitória. Ou por alguma outra palavra feminina.

Rei Majestade, SBT

Inezita Barroso vestindo uma cortina azul canta “Lampião de gás! Lampião de gás! Quanta saudade você me traz!”

É a glória.

Otimismo

15% de sol se insinuando na cortina. Abri a janela e era a lâmpada da área de serviço que tinha dormido acesa.

Engana a criança!

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