Arquivo para Abril, 2006
Mandagará agradece
O plano desse trinta de abril é retomar o Phutatorius.
Segunda tentativa.
Mangueira é o caralho
Voltei a comprar cedês. A regra agora é só ter em mÃdia os discos que eu já conheço, ouço sempre e gosto muito. E claro, alguns clássicos furados de ouvir.
Na verdade, a regra antigamente era essa. Mas desde que comecei a afunilar mais de dez mil mp3 nos meus agadês, essa busca fracassou.
Mas agora reiniciou. E os de hoje foram “Samba na Madrugada”, Paulinho da Viola e Elton Medeiros, e “Portela, passado de glória”, d’A Velha Guarda da Portela.
Porque quem não gosta de samba bom sujeito não é. E quem não é Portelense também não.
Tem dias que eu só quero pensar em Carnaval.
Recado
Eu sou grande mas não sou duas. E atualizar dois blogs fica cada vez mais difÃcil.
Quando não tiver nada novo por aqui, AQUI certamente terá.
E viceversa.
morreremos
partiremos
surgiremos
dos barulhos afinados
estancados das sirenes do corpo
de bombeiros
surgiremos
morreremos
partiremos
dos assovios soturnos
do vento
nas altas esquadrias
partiremos
surgiremos
morreremos
num palco abandonado
para cantar uma música
e sair.
morreremos
partiremos
surgiremos
dos barulhos afinados
estancados das sirenes do corpo
de bombeiros
surgiremos
morreremos
partiremos
dos assovios soturnos
do vento
nas altas esquadrias
partiremos
surgiremos
morreremos
num palco abandonado
para cantar uma música
e sair.
DJ ANIRA
Fui ontem ver a mostra da Djanira, A arte sob o olhar da Djanira, na sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes.
Até quem não curte deve ver.
De terça a quinta, das 10h às 18h, de graça, até 11 de maio.
Corre.
Chacrinha Fêmea
Os anos 90 deram poucas cantoras gringas boas. E das que conheço, tivemos de ruim a Cat Power. Existem piores, concordo. Mas não sei o que vêem nela. Assim como não vejo brilhante na Suzanne Vega. Oquei, anos 80 e eu estou fugindo. Caralho, que mulher enjoada! A Cat Power. Assim como a Fionna Apple. Todas histéricas de apartamento. Eu sou velha e brega, mas vocês não me enganam! PJ Harvey também passo. Mala. Xoxoteira disfarçada! A Diana Krall eu não deveria citar. Essa eu execro. E nessa linha jazz semi-analfa, a Jacintha também tentou, mas só saiu engasgo. A Gillian Welch se esforça, mas no fim das contas, também é chata.
Se eu fosse falar de todas as cantoras chatas dos anos 50 até os 70 que eu já tive o desprazer de descobrir, baixar, ouvir e vomitar, eu ficaria aqui até amanhã. Falando e vomitando. Mas voltemos aos 90 que são mais próximos. De bom teve a Beth Gibbons, a Aimee Mann, a Katharine Whalen, a Tracyanne Campbell, a Rachel Nagy, Holly Golightly, Neko Case. Teve a Bjork também, que não gosto de ouvir, mas admiro altos o trabalho. A Madeleine Peyroux demorou demais a aparecer, mas finalmente apareceu. Gosto dela.
Joni Mitchell e Marianne Faithful daqui a pouco se aposentam. A primeira esgota o amor romântico, e a segunda assombra. E embora eu aprecie tanto o amor romântico quanto os assombros (são sinônimos), nos anos 90 perderam o sabor. Uma é canadense, a outra inglesa e já pegou o Mick Jagger. Faz diferença, platéia, faz toda a diferença. Gosto mais da primeira que da segunda, aliás. Também porque conheço mais a primeira que a segunda. De 76 pra trás, mas conheço. Ou então vai ver são as quatro gerações hippies que eu hospedo dentro do ouvido. As mesmas que me fizeram AMAR Vashti Bunyan. Btw, Emmylou Harris ou OlÃvia Newton-John? As duas. Com moderação.
A Helen Kane morreu cedo. Antes mesmo que eu tivesse nascido e sugerido ao Walt Disney que ela fosse a voz do Pato Donald. Odetta, Nina Simone, Billie Holliday, Bessie Smith, Patsy Cline e Janis Joplin também morreram cedo. E a Patti Smith, cadê? Preciso baixar o Trampin’ de novo.
Enquanto isso, em 2000 eu aposto na Joanna Newsom. E na Maria Bethânia, claro, o orixá transatlântico. Sempre.
Piu
Desde ontem só dou ouvidos ao último disco do Andrew Bird: Andrew Bird & the Mysterious Production of Eggs.
Um membro do Squirrel Nut Zippers não decepciona.
Mas agora chega. Já enjoei. Só não consigo enjoar da musga “Sovay”.
