Arquivo para Dezembro, 2005
Última do ano
No ar a edição 3 do Escritoras Suicidas. O tema é solidão.
Se tu entrar no meu beco vai achar um poema.
O ap.
guess
escrevo jazz
você lê jás
se escrevo gas
você lê gués
ou gás?
mata-me
de blues.
pra rô rô
Just Like Tom Thumb Blues
Malandro que é malandro nunca veste luto. Veste vermelho, a cor do amor.
::
I gotta be me/ baby/ hit or miss.
::
Teu sumiço não me ilumina nem encoraja.
::
Sótão ou Porão?
MÃssil.
::
Me leva no teu mÃssil
Que aqui é muito calmo
E confortável.
::
Pharmácia
- Posso ajudar?
- Procuro um mÃssil invisÃvel que me arremesse do porão ao sótão sem estremecer as paredes e sem acordar os vizinhos.
- Desculpa, senhor, não trabalhamos com heroÃna.
::
e você sabe
muito bem
a verdade.
::
me leva no teu mÃssil
invisÃvel mÃssil
que me arremessa
do porão ao sótão
sem estremecer as paredes
e acordar os vizinhos.
::
entre nós
há um estrago secreto
chamado amor.
jurubeba
se eu não me der bem no Brasil
vou fazer show de humor na Argentina
para mexicanos e brasileiros
e tanto faz o pagamento
pesos ou besos.
Para Mercedes Montacabalos, Sandriña Pimenta, Sinira Vendaval, Deli Diliça, Samba Juliana, Mônica Pinel e Claudinha Fofura.
1997
SARA JANIS DO DCE
(Alameda Franca & Presidente Vargas)
Menina Ciranda – eu já disse
Toma jeito e vai embora daqui
Tua saia rodada, teu cabelo de trança
O jeito que você dança,
dá vontade de dançar com você.
Cuidado – quem te conhece me avisa
Mesmo assim, menina,
eu não resisto
você é linda de sandália rasteira
e essa cabeleira Bethânia
presa.
Eu levo a vida pra pertinho de você
Pra ver se um dia
Você me nota
E me chama pruma roda
De samba, de samba, de sambá
Seus decotes e seu sorriso
Suas coxas, seu amor
Todos da UNE tiveram
E jogaram fora,
mas isso eu não faço não, ö näo
Para Cirandeira tudo
Tudo pelo social
Você, a foice e o martelo
Dilaceram o meu coração (meu pobre coração)
Menina Ciranda – eu já disse
Toma jeito e vai embora daqui
Tua saia rodada, teu cabelo de trança
O jeito que você dança,
dá vontade de dançar com você.
Lacunas na Formação
Eu tenho problemas com pronomes relativos e contas de dividir de vários algarismos.
Tem pior: conheço umas sete pessoas que não sabem ver a hora em relógio de ponteiro.
Ou que não sabem tabuada. E nem adianta fingir porque se tu pergunta “SETE VÊIS OITO?†o desgraçado gagueja.
Mas, belesma, tem gente que não sabe ler nem escrever.
Isso é Brasil, galhera.
