Arquivo para Janeiro, 2005
Orkut bêbado não tem dono*
Eu sinto tanta vergonha pelas pessoas dos scrapbooks. Se é que me entende, seres que freqüentam e tentam fazer algum movimento no scrapbook dos outros. Seja em campanha polÃtica, divulgação de festa/site/blog/flog/comunidade ou qualquer outro tipo de spam. É um tipo medÃocre de exposição.
Eu freqüento os scrapbooks dos meus amigos e até de amigos de amigos que por ventura venham a me deixar algum scrap. Respondo quem eu julgo ser digno de feedback e dou boas vindas a quem eu tenha aceitado como “amigo”. Esses sim eu tenho prazer em escrever ou responder, assim como respondo aos e-mails de quem me escreve elogiando ou metendo pau no blog.
A troca é fundamental, e o Orkut é só mais um exemplo de que as pessoas não sabem lidar com a livre PARTICIPAÇÃO, e o pior, não entendem em que pontos começam e terminam a freqüência e a discussão. Mas, eu posso querer estar lá apenas de enfeite. Não importa. O lugar na estante é de graça, olha pra foto quem quer, compra quem quer. Bom senso então. Sempre.
Por isso que eu acho que o Orkut deveria oferecer um recurso que nos permitisse escolher as pessoas que poderiam nos deixar um scrap. Ou então, pelo menos, filtrá-los. Seria muito mais sensato, assim como o sistema de comentários em blog, que já me deu problemas demais pra que hoje em dia eu pense em permitir. Estou pensando em enviar a sugestão, assim como já enviei várias ao Google quando comecei a usar o Gmail, e como já enviei outras tantas a vários fóruns de softwares livres que eu uso.
Sim, quem está na chuva é pra pegar pneumonia, e dar a cara à tapa é necessário, ainda mais pra quem cria alguma coisa e quer divulgar o que faz. Porém, as pessoas confundem muito, e invadem mesmo, tendo elas nenhum ou algum Ãnfimo tipo de intimidade com você. Em 70% das vezes eu ignoro desagrados, em outros 20% eu parto pra cima de flecha, nos outros 10 por cento, reporto as bogus quem se mostra mais que inoportuno.
Pode ser mais que simplesmente marketing pessoal (profissional/ amoroso/ status pelos status), como alguns julgam, e se for só isso, paciência, cada um corre atrás como pode e/ou acredita. Da mesma forma, cada pessoa tenta fazer melhor uso das ferramentas de que dispõe.
Não me furto de (pelo menos) experimentar o que a Internet me oferece, e tenho algumas regras pra qualquer sistema ou rede que eu venha a participar. A Internet é um tipo de ferramenta central, capaz de atuar eficientemente em áreas de interesses diversos e integrá-los, se bem utilizada. Não abro mão.
Já conversei com amigos a respeito, e o que eles aconselham é que eu saia do Orkut. Não, eu não vou sair do Orkut, isso me incomoda um pouco sim, mas eu já conheci o trabalho de muita gente boa por lá, já fiz amigos, já troquei material.
E eu não acho perda de tempo falar sobre esse assunto. Cada um aborda como acha conveniente os adventos de seu tempo, à medida que se sensibiliza por cada causa. Quantos textos já não foram escritos sobre o telefone, televisão, jornal, e-mail, pager, papiro etc a época de seus aparecimentos? O Orkut taÃ, e tem seus prós e contras como todas as outras coisas, é válido discuti-lo. E mesmo que ele proporcione para alguns apenas rir de uma tosquice, eu não o desqualifico.
* Orkut bêbado não tem dono é uma comunidade criada pelo Edinho, uma das TAZ onde neguinho fala o que quer e alguém raramente reclama.
antes
bosque musical
los pájaros dibujaban en mis ojos
pequeñas jaulas
alenjandra pizarnik
Hay que desplugar
A BENSA, Bensima, bensimon falou de off blog, calcinha versus cueca na literatura, publicação, incentivo, merda impressa, iniciativa, projetos e talentos.
Concordei.
ego surfing no gugou refresca a memória
EU TENHO PROBLEMA DE MENTE! meo deos, há menos de dois anos eu não sabia que a tendência era piorar, a tendência é piorar.
e piorou.
Orassão pra juventude
Primeiro um copo tÃmido numa prateleira do armário da cozinha. Eu devezenquando tinha que beber um golinho pra agradar. Depois passou prum copo maior, quinhentos eme-éle. Já fiquei meio cabreira “tá virando carolaâ€, mas mermo assim bebia. Ãgua nunqué demais. Porémontem, assim que cheguei em casa, mirei uma GARRAFA. Pensei “água que meu passarinho não bebeâ€. Quela acredita, eu confio. A fé reboca montanhas.
Ouve oração pelo rádio todo dia e acha que o mané que fala lá consegue benzer todo aquele H2O. Muito esquisita essa mulher que me pariu. Depois soueu que acho tudo normal. Eu hein, na época da minha avó o rádio só tinha cantoures e cantouras, reinado atrás de reinado, Isaurinha atrás de Emilinha, e nada de Jesus Cristo. Jesus Cristo só apareceu depois, com o Roberto Carlos. Um rockão com aço, diga-se de passagens.
Porecuanto é uma garrafa, daqui a pouco é um GALÃO. Quem avisa amigoé, e olha que eu sou filha. To imaginando o dia que vou pegar minha mãe em pé do lado da caixa d’água aqui de casa com um radinho de pilha na mão. Virou uma pinguça do senhor e aposto que oquela pede é pra ele salvar minhalma dos abismo e das treva da vida.
Mamãe marota gasta as manhãs cantano oração no rádio e derrmano o senhor goela abaixo, do dial pros rins. Enquanto isso eu curto meus roquenrou…
Segura na mãe de Deus,
Jéssica Rélem Queine
GERTRUDE STEIN É PINTO
DA SÉRIE: “Meusamigo poeta” parte primeira
“Para ser escrito numa porta de banheiro da rodoviária de crato
(ceará): “o amor, essa duença”
é o amor uma duença?
se for, dela padeço
nessa duença eu cresço
sem haver convalescença
seu moço, ai como eu sofro
dessa duença sufrida
dessa duença duÃda
dessa duença gozosa
sem cura, o médico disse
e não é semvergonhice
é duença verdadeira
começa segunda-feira
e não acaba no domingo
não acaba nem no bingo
nem comendo macaxeira
não acaba nunca a maldita
é como aqueles toca-fita
com o pudê de autorreverse:
e vai tocando o meu curação
lado a lado b, lou reed meets agepê
e deixa que os dois converse.”
Angélica Freitas, consuma
Os OrifÃcios Divinos Em Janeiro REVISITED
Porque São Pedro não é nem nunca foi santo casamenteiro. Obregada, Barcellos.