Arquivo para Julho, 2004
For Your Information
eu tenho muito a dizer, mas agora isso sequer me interessa. se quiseres saber, em parte trata-se da lembrança do amor real, que às vezes esqueço.
…
sobre o resto das coisas, que elas fiquem como estão. eu me refaço todo dia a partir da memória do que não possuo. ou não possuo mais.
Ossos do ofÃcio, A4 e guardanapo de bar
[dezembro de 2001]
1] Eu escrevo porque, porra, eu não sei desenhar.
2] Porque é mais fácil que falar e porque eu falo mal, logo preciso me comunicar em silêncio.
3] Para morrer por qualquer outro tipo de mal, ou para não morrer por um mal inferior.
4] Porque gosto de mentir e o faço bem.
5]Porque desde que aprendi, viciei.
6] Porque 1 dia minhas pernas não terão mais o compromisso do andar aprumado.
7] Ainda escrevo porque reescrevo OSTENSIVAMENTE.
8] Escrevo porque escrevo e não sei fazer diferente.
Querida, vamos chupar ferida?
“É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece…
E até os membros da famÃlia engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um S.”
[augusto dos anjos - phd em microbiologia]
Se BEBER não dirija
EFEITOS DO ÃLCOOL SOBRE O CONDUTOR em decigramas/litro de sangue
[Manual de Orientação aos Candidatos a Motoristas e Motociclistas, de DIMAS SALES PEREIRA]
1 e 2 dg – Não produz efeito aparente
3 e 5 dg – Constatação de problemas: diminuição da sensibilidade visual e da percepção das distâncias e velocidades; reação mais lenta aos estÃmulos.
6 a 8 dg – Tempo de reação mais longo, inÃcio de euforia.
9 a 15 dg – Reflexos problemáticos, condução perigosa.
16 dg – Condução TITUBEANTE E IMPOSSÃVEL, vê objetos duplos. Confusão mental e desorientação.
Dirigir bêbado é INFRAÇÃO GRAVÃSSIMA, com suspensão do direito de dirigir e retenção do veÃculo até a apresentação de condutor habilitado (07 pontos).
E hoje no meu sangue não havia nem 1 dg.
Bala, bala, bala, bala, bala, chiiiiiiiiiiiiii-clete…
Três por R$ 0,10 e não se fala mais nisso: especial da Revista Bala sobre a FLIP.
Clica no tÃtulo, patrão!
EMA DESAFEIÇOOU-ME
Pousou num dia de telefone desligado e deixou arranhões na gata.
EMA DESAFEIÇOOU-ME e não imagina como é difÃcil entender que não é possÃvel.
CENA onde a sustento num palco em estripulias depois de um copo. E EMA nem supõe minha dor.
PENA. Apagou. E ignora. Ordeno que leves os livros que trouxe.
PAZ é mais que sumiço. Não voou uma pena. Não moveu uma palha.
“EMA†é “unidade de estrutura significativamente distintaâ€, é bebedeira e nasceu ave. E desde o dia que quis ser meio-tom foi nó.
(dezembro de 2003)
Duke Ellington COMANDA no SWING
“Doo do do, do do do-oo do, do do
Doo do do, do do do
Doo do do, do do do-oo do, do do
Doo do do, do do do
It don’t mean a thing, if you can’t swing
Dooa doa doa – doa doa doaa
Well, it don’t mean a thing, all you gotta do is sing
Dooa doa doa – doa doa doaa
Makes no diff’rence if it’s sweet or hot
Just keep that rhythm, give it everything you’ve got!
It don’t mean a thing, all you gotta do is swing
Dooa doa doa doaa
It don’t mean a thing, if you ain’t got that swing
Piano
It don’t mean a thing, all you gotta do is sing
Piano
Makes no diff’rence if it’s sweet or hot
Piano
It don’t mean a thing, no, it don’t mean a thing
Piano
It don’t mean a thing, if you ain’t got that swing
Yeah, doa, ooh, doa, ooh doa, oyeah
It don’t mean a thing, all you gotta do is swing
Well, doa, ooh doa, ooh doa (doa doa)
Makes no diff’rence if it’s sweet or hot
Give that rhythm ev’rything you’ve got
It don’t mean a thing, if you can’t swing
It don’t mean a thing, if you can’t sing…”
Sarah Shiva Consuelo Gomes do Brasil
mundo vasto, imundo
desde que nasceu
Fagner se chama Raimundo
se eu me chamasse Riroca, Nãna Shara ou Zabelê
ia achar uma puta sacanagem.
“Querelle, eu quero tua pele”
Eram 5, estava deitada na poltrona da área quando ele subiu pela minha coxa esquerda deslizando de lado pelo interior. Queria entrar e não queria. Pediu, fez uma parada solene na cara do gol dobrando sua cabeça de lado na tentativa de que eu concordasse. Eu deixei, mas ele hesitava. Ficou três minutos parado, se apoiando no meu joelho, e quando já desistia de se abrigar, pensei mais rápido: escoltei-o pra mais perto com um dos dedos da mão direita, e num gesto invocativo, lubrifiquei um dos dedos da outra mão com cuspe e o esmaguei.
